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No Sítio do Costume

No Sítio do Costume

Jogo

 

 

Joguei o jogo do amor várias vezes. Parti alguns corações e deixei que me partissem o meu. Era divertido. Brincar ao gato e ao rato, fugir para que corressem atrás mas deixando sempre que me apanhassem. Cairmos nos braços um do outro e deixarmos ser consumidos pelo amor como se não houvesse amanhã. Lembras-te daquele dia em que pegamos no carro e fomos ao cais? Era inicio de Primavera e ainda não fazia calor, mas eu insisti que tinhamos de ir apanhar sol. Foste na minha conversa e lá fomos nós vestidos à Verão! Choveu tanto que, no dia seguinte, estavamos ambos doentes. Discutiamos e riamos enquanto corriamos pela chuva. Assim eram as nossas discussões. Sempre pensei que neste jogo que andavávamos a jogar serias tu o perdedor. Afinal sou eu que ainda choro por ti.

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Muralha de afectos

Eu vivo tudo a base das emoções. Mas esse traço de mim tem andando sempre escondido. Não sei se existe alguem que veja realmente esse traço em mim e se não ninguem o vê então ninguem conhece a minha essencia. E a culpa é inteiramente minha que assim seja. Nunca quis parece frágil aos olhos dos outros. Viver a vida à base das emoções e principalmente à base do amor iria fazer de mim uma pessoa fragil e susceptivel de sair magoada e isso não poderia acontecer, não sabia se seria capaz de aguentar o embate. Então comecei a tentar ser mais durona, mais racional. Perdi-me em escolhas erradas, escolhas tomadas a imagem da pessoa racional e fria que demonstrava ser. Andei perdida de mim mesma, prejudiquei-me. Vivi a minha vida sempre um passo ao lado daquilo que queria viver, sentindo tudo e não demonstrando nada. E assim mostrei ao mundo uma pessoa que não era. Não podia tomar uma decisão baseada em afectos, isso seria o suficiente para abrir uma brecha na muralha que tinha construido para me proteger.

Hoje sei que é por isso que estou sozinha deste lado da muralha.

O Adeus

Naquele dia tomei a decisão mais difícil da minha vida. Tinha de me despedir de ti e dizer-te que aquela iria ser a última vez que nos veriamos, nunca mais iriamos estar um com o outro. Quando o momento chegou, foi mais do que dificil, as palavras sairam arrastadas através das lágrimas, das minhas e das tuas. Sabias que era o mais certo a fazer, o amor por vezes não é suficiente para quebrar as barreiras e tu tinhas barreiras bastante sólidas contra o amor. Naquele dia disse um "Adeus" sofrido. Se ainda sinto a tua falta? Não, mas ainda te trago comigo e á memória do nosso Adeus. 

 

A cidade das lembranças

Hoje estive na cidade em que te conheci. Foi estranho para mim voltar ao sítio onde nos conhecemos e tu não estares a meu lado, nem estares lá a minha espera como aconteceu da última vez que lá fui. Agora estás longe de mim, estás numa cidade diferente, num país diferente, quem sabe se não estás também com alguém diferente. Estás tão longe que as minhas palavras nem chegam a ti e isso deixa-me triste. Triste porque podiamos ter tido tudo e não temos nada. Podiasmos estar a viver a vida que idealizamos, viver na casa que desenhamos, termos o cão para o qual já tinhamos escolhido o nome. Mas não temos nada. A mim restam-me as lembranças que esta cidade me trás, lembranças de um amor que aqui começou. Aqui estás em todo o lado. Estás em todo lado, só não estás na minha vida.

Mesa de Cabeceira

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